Translate

Search

.

Content

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Helena Tannure responde





Entrevista com a HELENA TANNURE. Durante o Congresso de Mulheres: “Mulheres que marcam a sua geração” realizado na IABV – Igreja Apostólica Batista Viva -Ipsep / Recife Ano:2005


1.Fabiola Malta: Qual a importância do louvor para a transformação da nação?

Helena Tannure - Eu acredito que pelo que nós temos assistido, o louvor agrega o povo de Deus, trazer a unidade para a igreja antes de mais nada, isso reflete do louvor e adoração na igreja.Por que nós temos percebido que a grande batalha que nós temos que travar hoje é contra a desunião, ou seja, cada um levantando uma bandeira da sua denominação, da sua idéia, da sua teoria e a bandeira do nome de Jesus não está sendo levantada.
Então o reflexo imediato que a gente tem sentido com o louvor e adoração no Brasil tem sido este poder de agregar.
Por que primeiro: onde o povo de Deus se reuni pra adorar a presença dele vem. E onde a presença dele vem à transformação: de mentalidade, de caráter...E adoração,nós todos fomos criados não para outro propósito mas para adorar a Deus, pra ter um relacionamento com Deus e adorar aí não se detém a música, adorar como um estilo de vida. Se estou lavando roupa eu estou adorando a Deus, se estou cuidando da minha família, eu estou adorando a Deus, no meu trabalho na minha maneira de lidar com as pessoas; eu adoro a Deus.E também junto com a igreja local adorando com cânticos ou com danças ou com qualquer outra expressão artística, o que na verdade a música, a dança , o teatro são expressões artísticas que a adoração tem resgatado.Então eu acho que primeiramente a adoração nos aproxima de Deus e cumpre o propósito de Deus pra nossa vida.E agrega o povo de Deus, uni o povo de Deus, as diferenças são derrubadas, por que todos estamos ali com um único propósito de adorar o Senhor e então as nossas diferenças ficam tão pequenas diante disso, que eu creio que este é o grande poder hoje do louvor e da adoração no Brasil.

2. Fabiola Malta: Você acha que as pessoas têm levado a sério a adoração no Brasil?

Helena Tannure - Eu creio que sim. Eu creio que nós temos aprendido, por que às vezes a pessoa até vem encarando o louvor e adoração apenas como expressão artística, mas à medida que nós temos um coração sincero diante de Deus, ele vai nos ensinando que adorar não é só cantar,imagina quem não cantasse,não ia ser adorador?A bíblia fala que o Senhor procura adoradores que adorem em Espírito e em verdade. Então estes adoradores que Deus tem levantado, não só no Diante do Trono, mas em todo Brasil e não apenas adoradores que não adoram com música, mas adoradores em todas as expressões artísticas. Adoradores com danças, adoradores com teatro, adoradores até com arte circense, então Deus está inovando realmente.

3. Fabiola Malta: Então não é uma coisa só de moda, ou do momento? É um mover de Deus mesmo?

Helena Tannure - É um mover de Deus, é uma onda que veio sobre o Brasil pra transformar a mentalidade da nação e eu creio: pra varrer este país com salvação, que é o alvo de Deus. O louvor e adoração não têm este enfoque de entretenimento, tem o enfoque de transformar, ser um instrumento de transformação de vidas, de salvação, e de edificação da igreja.

4. Fabiola Malta:A mídia tem retratado muito está questão de: tudo pela fama, hoje em dia todo mundo sonha em ser cantor, em gravar um CD...De que forma isto tem influenciado os nossos músicos cristãos e os levitas da nossa igreja?

Helena Tannure - Eu acredito que, é uma batalha a ser travada todo tempo. Por que, na verdade quando a gente se volta pra adoração na sua origem, e sabe que Lúcifer como aquele que era responsável pela adoração no céu, o que levou Lúcifer a se transformar em Satanás foi justamente o orgulho que encheu o coração dele. Ele começou a se sentir tão importante, tão interessante, tão talentoso que isto levou a sua ruína. Eu acho que a partir disso ele tomou tanto ódio pelo gênero humano que o mesmo pecado que ele cometeu ele tenta soprar todo o tempo sobre a raça humana: o orgulho, aquela prepotência, e nós somos do gênero humano, apesar de sermos filhos de Deus.
Então nós temos dois motivos pro Diabo nos odiar: primeiro, nós somos do gênero humano, somos feitos imagem e semelhança de Deus e segundo, nós somos feitos filhos de Deus através do sacrifício de Jesus na cruz e somos adoradores, então ele nós odeia com requinte de crueldade. O que ele quer fazer é: lançar, soprar, dentro dos grupos de louvor da igreja, dentro dos grupos que lidam com arte dentro das igrejas essa competição, esse orgulho, essa vontade de se auto promover, mas a verdade é que o Senhor não deixa os seus filhos cegos. Ele nós lembra todos os dias: “quem quiser vir após mim negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” Não tem outro caminho, o primeiro é negar a si mesmo: sua vontade, o seu desejo de promoção, de autopromoção, o seu desejo de ser aplaudido, projetado, querido...O amor de Deus nos basta. Nós não precisamos agradar a mais ninguém, temos que agradar a Deus e quando nós estamos no centro da vontade de Deus aí, Ele faz o que Ele quer fazer, usa a nossa vida da maneira que Ele que usar.

5. Fabiola Malta:Como associar o louvor e adoração com a nossa família?

Helena Tannure - Adoração como eu disse é um estilo de vida. Então se você sobe numa plataforma e canta lindamente, as pessoas choram quando te vê cantando e você ministra e fala que Deus é amor,que Deus é compaixão, que Deus é alegria no espírito santo e dentro de casa você é intolerante, birrento, brigador, você tem o seu pior lado revelado dentro da sua casa, então na verdade você não é um adorador, é um hipócrita. Por que a plataforma, ela tem que ser um reflexo da nossa casa, primeiro do nosso momento com Deus, nós individualmente com Deus e depois esta graça, esta compaixão, antes de se estender pra igreja ela tem que se estender pra quem estão mais perto de nós aqueles que Deus nos confiou em primeiro plano: que são nossos filhos, nosso marido, nossa esposa, aqueles que estão mais perto de baixo do mesmo teto. Por que eles nos conhecem como nós verdadeiramente somos. Então nós temos que buscar este estilo de vida, de adoração. Eu vou ferir o outro?Não. Por que ele é amado de Deus, é amada de Deus. Eu vou deixar meus filhos entregues a própria sorte?Não, Eu vou cuidar deles porque Deus vai me pedir conta deles, eles são alvo do amor de Deus e Deus os confiou a mim então é hipocrisia eu querer ser uma benção pras pessoas de fora e não ser uma benção pra quem está dentro de casa.

6. Fabiola Malta:A visão que temos do Diante do Trono é a de que vocês são muito mais que um ministério. A visão que vocês passam pra gente é de uma família. Como se faz pra conseguir isso?

Helena Tannure - Olha é tão interessante que a família conhece o nosso melhor lado e o nosso pior lado e ela vai acompanhando o nosso crescimento. Por exemplo, eu não sou uma mãe perfeita, eu cometo erros, eu piso na bola. Mas eu tenho que ter humildade em meu coração pra chamar o meu filho e dizer: ”- Olha eu fui grosseira com você, me perdoa mamãe não podia ter feito isso. Vem cá me perdoa.” E isso acontece também no Diante do Trono.
De vez em quando a gente encosta no outro lá e dá choque. De vez em quando a gente não concorda a respeito de determinadas idéias, mas a gente acredita que o amor de Deus por nós é maior do que isso tudo. E que esse amor deve se revelar nos nossos relacionamentos. Se a gente tem um problema, a gente para olha no olho um do outro e conversa, e resolve, e ora junto e busca o Senhor. Se a gente tá meio atravessado, a gente também já aprendeu a se conhecer tanto que pela convivência, pelas viagens junto tudo,que já sabe quando um ta com o ovo atravessado, como a gente diz lá em minas, quando a gente ta meio intalado, quando não acordou muito bem. A gente já entende o outro, a gente já lê, no rosto do outro e chega e diz: está tudo bem?Você precisa de ajuda?Posso ajudar?Não, não vai passar. Aí a gente já entende que aquele quer ficar mais sozinho.
Então como com os anos a gente adquiriu este hábito de ler o outro, eu sei quando a Ana Paula ta bem e quando ela não ta bem. Só de olhar pra ela eu sei. Eu sei quando eu posso chegar perto dela e orar com ela e eu sabe quando ela quer ficar sozinha e ela também me conhece. O relacionamento não é tão estreito com todo mundo porque o grupo é muito grande, mas a tendência é os núcleos: o vocal se relaciona muito com o vocal, a orquestra se relaciona muito com a orquestra e a base se relaciona muito com a base. É claro que toda semana a gente ta junto, temos uma célula juntos, onde todos nós estamos juntos, os nossos cônjuges e filhos, é uma festa. E também é uma oportunidade de construir o nosso relacionamento.

7. Fabiola Malta: Acontece em muitas igrejas um bloqueio no relacionamento entre levitas e Pastor (liderança). Você tem sido um referencial e como podemos trazer isso para nossas igrejas? De que forma o Pastor Márcio participa do DT?

Helena Tannure - O Pastor Marcio sempre nos empurra, ele sempre nos motiva e ele
Sempre fala pra Ana:- “Filha o que é que Deus ta te falando? Estou orando por você filha pra Deus te dar as canções.” Ele tem esta posição, mas justamente na gravação de São Paulo Deus usou a boca dele profeticamente e a Ana conta que ela pensou assim: "Meu Deus eu nem sai de uma meu pai já ta profetizando outra? E na Bahia?”É um desafio muito grande,mas é tão tranqüilo que a gente reconhece ele como anjo da igreja realmente, então na mesma hora ela se aquietou. “Bom se meu pai falou, Deus vai cumprir e Deus vai capacitar e Deus vai dirigir!” Ela descansou nisto e Deus foi dando todas as direções então foi uma coisa muito interessante. Ele nunca mais fez isto, ele sempre fica esperando “E ai filha, o que Deus ta te mostrando? Onde Deus ta te falando?”. Agora isto neste aspecto, o Pastor Marcio é o presidente do Diante do Trono a gente tem este relacionamento como se a gente fosse a extensão da casa dele, como se ele fosse um Paistor mesmo,e nós consideramos ele como pai mesmo. Ele sempre ta pronto pra nos motivar, ele acredita na visão que Deus colocou diante do Diante do Trono e ele motiva isso todo tempo ele acredita, ele esta junto, respaldando a gente nos abençoando. Nas gravações ele esta lá, é uma figura fundamental pra gente e é uma questão de hierarquia. Nós somos ovelhas, se somos adoradores com música ou não isto não interessa. Antes de eu ser a Helena, vocal do Diante do Trono, eu sou a Helena ovelha do Pastor Marcio. Então eu devo submissão a ele e o DT é um ministério que está debaixo da autoridade da Igreja Batista da Lagoinha, não é um ministério independente. E o presidente da igreja Batista da Lagoinha é o pastor Marcio, então nós devemos a ele obediência e submissão. Se eu achar um dia que o Pastor Marcio esta falando coisa que não condiz com o que a palavra diz, o que eu acho muito pouco provável, que ao longo de anos de ministério ele continua sendo o mesmo pai amoroso, presente... Mas se um dia eu não concordar mais com ele diz então eu tenho que escolher: sair do DT e sair debaixo da visão da IBL, mas nunca me esquecendo que ele foi um homem que Deus levantou. Assim como Davi, nunca ousou falar contra Saul e Deus o respaldou por causa disso, nós adoradores não podemos nos levantar em rebelião contra nenhum tipo de autoridade instituída sobre nós se não o Senhor não prosperará o nosso caminhar, o nosso ministério. Nós temos que andar debaixo de uma autoridade espiritual e sermos submisso a esta autoridade sem duvida nenhuma.

8. Fabiola Malta: Atualmente muitos tem distorcido a pregação como se a família estivesse em segundo plano. E vocês a prioriza. O que dizer sobre isso?

Helena Tannure - Eu acho que a gente deve cuidar muito bem da nossa família porque, por exemplo, eu sou casada com o João. Mas a Clara, o Miguel, o Arthur e a Sofia que são os meus filhos, vão crescer e vão construir famílias pra eles.
Então é um tempo que passa muito rápido e a gente deve curtir os nossos filhos, ensiná-los a fazer o que é certo e o que Deus mandou que nós ensinássemos e aproveitar por que se não quando você tiver velho e olhar pra trás e pensa: - “Perdi o melhor da festa, dei prioridade aquilo que é passageiro e não investi naquilo que é eterno.” E as marcas que a gente vai deixar na vida dos nossos filhos não vão ficar na vida só dos nossos filhos, vão passar pros nossos netos, pros nossos bisnetos, pros nossos trinetos, pros nossos tataranetos. Então a gente deve priorizar a família como Deus prioriza os seus filhos, a sua criação. O resto é conseqüência. (risos)

9. Fabiola Malta: Mulheres que marcam a sua geração é o tema do nosso congresso o que dizer sobre isso?

Helena Tannure - Eu acredito que nós somos chamados a não passar por este mundo em brancas nuvens. A marcarmos esta geração com tudo aquilo que o mundo perdeu: amor, compaixão, bondade, misericórdia, fidelidade... Todos estes valores que o Diabo distorceu. Nós estamos aqui pra mostrar que é possível e que Deus continua amando o homem e tendo um plano de salvação para ele. É isto que nós estamos falando neste congresso: que a gente tem que se livrar de todos os fardos, de todo egocentrismo e egoísmo e começarmos viver uma vida que manifeste a esta geração o amor imensurável de Deus.

10. Fabiola Malta: Gostaria que você deixasse uma mensagem para as mulheres de Recife. De que forma elas podem desempenhar o papel de mulher dentro do ministério de seus maridos?

Helena Tannure
- A palavra submissão não significa que você é capacho, que você é escravo, que você é empregado. Não foi isso que Deus quis dizer quando ele disse pra mulher ser submissa ao marido.
A palavra submissão significa: o sustento da missão. Ou seja, você foi chamada, pra ajudar o seu marido pra mate-lo de pé. Porque Deus quando criou à mulher e o homem ele sabe que a mulher tem uma força emocional, o homem tem a força física, mas a mulher tem mais força emocional pra agüentar os trancos, vamos dizer assim, então Deus chamou esta mulher, pra ser a mulher conselheira, sábia, a mulher que edifica a sua casa, a mulher que dá o conselho certo na hora certa, a mulher que não entra no sistema de consumismo que o nosso mundo tem vendido a mulher que sabe o seu lugar, que conhece o seu valor, e que não é menor e não é escrava, não é subjugada. Ela é submissa, ela é a coluna,é ela que mantém a maquina funcionando, é ela que mantém os filhos felizes, é ela que mantém a casa em bom andamento, é ela que sustenta pra que o marido possa trabalhar sossegado fora de casa. Isto também não impede que ela tenha uma carreira pessoal, a mulher hoje é uma mulher que tem vencido a cada dia, e não pode entrar no sistema satânico e priorizar aquilo que não é prioridade. A prioridade são os filhos e o relacionamento conjugal.

11. Fabiola Malta: Como você é mãe de quatro filhos sabe lidar com situações difíceis. Como disciplinar sem agredir?

Helena Tannure -Como mãe nem todos os momentos eu fui aprovada. Houve alguns momentos em que eu dei vazão pra minha carne, pra minha raiva e eu vi a conseqüência desastrosa que isso teve e eu também vi a diferença do dia que eu engoli o sapo “eu to com raiva mas perai, eu vou esfriar a minha cabeça,eu não estou pronta pra corrigir agora.Eu contei de 1até 10, e disse espírito santo me ajuda, me conduz”-Vem cá filho, E ai eu pude aplicar a correção da maneira certa, eu pude conversar eu pude olhar nos olhos, eu pude orar junto e depois eu vi a diferença do resultado.
Quando a gente revida e muita mãe diz que tem que bater no menino. Você não ta batendo pra corrigir, você não esta querendo disciplinar, você esta querendo descontar a raiva que esta sentindo. Às vezes a gente entra neste joguinho fica medindo forças com nossos filhos. E agente não foi feita pra isso, fomos feitas pra ensinar os nossos filhos no caminho em eles devem andar e isto a gente não se faz com pressão, com grito, com imposição, com ditadura. Faz-se com amor, com olho no olho e com muita intercessão. (risos)

12. Fabiola Malta: Gostaria que você deixasse uma palavra profética para nossa Cidade.

Helena Tannure - Eu percebo que Recife é uma cidade de muito talento, muito talento...
São as vozes mais bonitas que eu já ouvi, são músicas lindas que Deus tem derramado aqui, é um povo amoroso, carinhoso, afável, afetuoso e eu não acredito que isto seja por acaso.
Então, eu acredito que Recife vai ser chamada: Cidade da Consolação, a Cidade aonde as pessoas virão para ser saradas, serem curadas e não apenas no seu corpo mas nas suas emoções, na sua alma. A água de Recife vai trazer cura para as emoções das pessoas, em nome de Jesus, pois vocês têm este dom de serem tão receptivos tão amorosos e eu tenho certeza que isso não é a toa, não é um talento que Deus confiou aleatoriamente. Ele quer que vocês sejam consoladores.

0 Comente AQUI:

OBRIGADA PELA VISITA

Autora

Leitores