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domingo, 12 de agosto de 2012

Um filho que viveu para o Pai



Interessante como todos nós temos uma referência de paternidade além de nosso pai; um bisavô, um avô, um tio, o pai de um amigo... E de como é muito fácil hoje em dia exercer a paternidade contando com o auxílio de nossos pais e de sua supervisão integral ou até mesmo com a possibilidade de adquirir experiências, através de como fomos criados por eles, ou então, indo a uma livraria na seção de auto-ajuda.
Lá podemos encontrar muitos livros bacanas de como cuidar, educar e se relacionar com nossos filhos, mediante as experiências de um outro pai. O que me faz pensar que muitos pais poderiam errar menos se lessem mais, amar mais se batessem menos. No entanto, eu sei que ser pai também é errar de vez enquando...
E a bíblia nos conta um outra história sobre paternidade, a paternidade divina. Na qual foi revela pela vida de Cristo e de seu testemunho como filho.

Nela existe uma biblioteca em que podemos ter uma visão clara de quem Deus é como pai. E também a partir da vida do filho podemos conhecer o íntimo do coração de Deus...


Mas e quando você pensa em seu pai, do que você lembra?

Jesus lembra de uma cruz, de um momento intenso de sacrifício por amor...
Um filho que aprendeu a obedecer sofrendo e que nos tornou como presentes para DeusPai...


Interessante como Jesus pegou muitos de surpresa ao chamar Deus de Pai. Muitas das pessoas já estavam acostumadas a tradicionalismos, habituadas a chamar Deus de Senhor e manter uma relação fria e distante com Deus, à base de oferendas de animais, sangue de animais e regras e mais regras que só os tornavam robôs.
Coube a Cristo trazer esta nova forma, ou proposta de relacionamento com Deus Pai.
Não apenas de um ser superior que reina absoluto sobre a humanidade, o qual devemos acatar com temor suas vontades, pelo contrário, nos trouxe a ideia real de um pai que se relaciona intimamente com cada um de forma única.
Difícil de acreditar que ainda existam pessoas hoje, que se espantam com isso...

Jesus foi o filho que mais honrou seu pai na terra. Um filho que vivia pra falar do pai. Um filho que gastou, ou melhor dizendo, investiu seu tempo de vida, toda a sua existência propagando o amor de seu pai. Pautando sua vida na vida do pai. Foi um filho que desde que viveu, jamais falou de si mesmo, mas de seu pai, até na hora de sua morte. Precisou "pôr de lado" seus pais terrenos, para que seu pai celestial pudesse ter visibilidade.
Um filho que revolucionou a história, dividindo-a por Antes e Depois dele, e isto ocorreu por exalar o amor que de seu pai recebeu. Um filho do qual temos uma visão muito clara de quem seu pai é, somente olhando para ele e sua história.
Um filho que permitiu que o mundo inteiro pudesse ser filho de seu pai. Um filho que convidou o mundo inteiro a chamar o seu pai, de pai.
O filho que emprestou seu pai, que dividiu seu pai.

"Costumamos dizer que não está em nosso poder escolher os pais que o destino nos deu:porém, podemos ter um nascimento de acordo com nossa escolha." Sêneca
Podemos escolher sermos feitos filhos de Deus mediante a pessoa de Jesus Cristo.

"E Jesus clamou, e disse: Quem crê em mim, crê, não em mim, mas naquele que me enviou. E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou. Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas...porque eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo."  João 12

Hoje no Dia dos Pais, que melhor exemplo poderíamos ter de um filho exemplar?
Que melhor exemplo poderíamos ter hoje de um filho que presenteou seu pai de forma espetacular?
Que foi obediente até a morte?
Ninguém neste mundo poderá concorrer com este filho, no cuidado às coisas do pai, na expressão exata e perfeita de amor ao seu pai, seja o pai natural ou o celestial.
Isso me faz refletir sobre os presentes que nos importamos em dar para o pai da terra; os melhores perfumes, produtos de beleza masculino, roupas, sapatos, acessórios...
Temos esta preocupação, em honrá-los com presentes e às vezes somente com presentes e nada mais...

Hoje não pude dar um presente ao meu pai, mas o abraço e o beijo nunca lhe faltaram. E nem me senti mal por expressar apenas desta forma meu amor por ele. Afinal, o amor, cuidado, afetos deveriam ser nossa prioridade sempre. Pensamos que só um presente nos torna dignos de demostrar que os amamos, porém, existem outras maneiras, presentear com a nossa vida, vivendo de forma digna, íntegra. Sendo obedientes, honrando-os com nossos ouvidos, ouvindo os conselhos e observando-os.
Atento muito para isso, e exatamente por essa razão que sempre ao escrever aqui no blog  procuro a ajuda de meu editor-chefe: meu pai! É ele quem lê tudo antes de eu publicar... (Menos este texto, é claro!rs Vou linkar no Facebook dele...rs)
Aproveitei para fazer uma listinha das coisas que aprendi e aprendo com o meu pai:
  • Aprendi com ele a criticar, questionar, pensar;
  • Aprendi a ter amor aos animais, amar a música (meu pai sempre me escreveu em cursos de música, sempre foi meu maior incentivador);
  • Aprendi a ter o hábito de ler a bíblia, ler livros (minha coleção de livros superou a do meu pai);
  • Aprendi com ele a ser calma e centrada;
  • Aprendi a gostar de coisas simples e rir de bobagens;
  • Aprendi tanto e continuo aprendendo...E também ensino... Ensinei ao meu pai, por exemplo, a construir um blog, sim eu tenho um pai blogueiro!!!rs
Quando você pensa em seu pai do que você lembra?

Se tiver que trazer à memória alguns momentos especiais que vivi com meu pai, eu poderia dizer que ele foi o primeiro homem de quem eu recebi flores. Uma das primeiras pessoas que sentei e compartilhei meus sonhos e projetos musicais, mostrando-lhe cada música que estava compondo.
Lembro de nossas conversas que geralmente demoram ainda mais quando o tema é Deus, Jesus, Bíblia, e passamos um tempão debatendo, e sinto Deus usá-lo pra falar comigo, e nos olhos dele sinto Deus falando com ele a através de mim...   
Hoje vejo que o mais importante presente que posso dar ao meu pai, é vivendo para o bem. Vivendo para a glória do meu Deus Pai.
É maravilhoso descobrir que eu posso ser irmã do meu pai, filhos de um mesmo Deus e Pai, e que este Pai resolve nos visitar sempre que nos trancamos, cada um em seu quarto para orar...

Naquele que é pai, antes que houvesse pai,
Fabiola Malta

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